Spiga

Turismo do folclore da bola


Hoje resolvi ir assistir, pela primeira vez na vida, o meu Avaí fora da grande Florianópolis.
Minha única experiência nesse sentido foi ver uma vez em Palhoça uma pelada contra o Guarani. Por um caminho alternativo, cheguei a Brusque.

A cidade estava respirando o clima da partida, já no almoço desfrutei uma fraldinha com cerveja (em dia de viagem sou "chique", nada de espetinhos) e no restaurante os garçons provocavam os cronistas da rádio Guarujá, entre eles o Rui Guimarães. Aqui vai uma rapidinha dele: enquanto treinava o Avaí (anos 80), apareceu na Ressacada com um óculos de sol tão grande que pensavam ser uma fantasia de carnaval. Um número gigante 8 deitado, de deixar esses óculos "fashion"de hoje no chinelo. Dizem que ele também, quando voltou a Minas (terra de origem - onde treinou o Cruzeiro), levou vts de programas esportivos daqui (em especial os bate bocas Miguel x Roberto) , pois quando contava lá ninguém acreditava.

Bom, entrando no estádio, muito acanhado por sinal, já senti o drama: um torcedor muito forte, com cara de mau, pulava girando, ensandecido, girando a camiseta: _ Caralho, hoje eu vou incomodar, caralho!!

As arquibancadas de madeira com estrutura metálica, muito precárias, deram um toque trash, mas quase trágico: na hora do gol, o parapeito caiu (na hora do gol), deixando vários feridos (eu quase fui nessa).

Tudo muito tosco, pouca polícia, bate bocas entre torcedores, portões fechados por segurança no fim de jogo. Felizmente, saímos ilesos.

100 km de volta, tempestade na BR. Futebol é folclore, mas mais do que tudo, paixão.

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