Spiga

Brincando de Folclore da Bola



Vendo meu irmão ler o livro "Tantas Palavras" do Chico Buarque, lembrei de uma arte deste fora da música: o jogo Ludopédio. Anos 70. Nada de playstations, elifoots ou outros simuladores modernos do mundo da bola. Só me lembro de ter visto nas lojas, mas nunca joguei.

Este jogo foi criado na Itália, numa época em que seu autor, evidentemente, não tinha mais o que fazer. O jogo passou impune pela alfândega e ficaria restrito a um pequeno grupo, se o pessoal da Grow não se atrevesse a publicá-lo com o nome de Escrete.
Os mais familiarizados com o jogo acrescentaram novidades como, por exemplo, a loteria esportiva, a lei do acesso, o campeonato nacional, o cartão amarelo, vermelho, verde e outras mumunhas mais.

Inventaram também a premiação "estrelas" extras aos artilheiros, goleiros invictos e demais jogadores que se destacaram nas partidas do campeonato, assim como a anulação das "estrelas" aos craques indisciplinados, aos de perna quebrada ou pernas de pau.

Mas, como dizia o próprio Chico: "Prefiro, porém, deixar Escrete à vontade e à imaginação do freguês. Cada qual que o curta como bem entender. Ou não. Aliás, as regras estão aí mesmo para serem desrespeitadas."

Coincidentemente, um outro irmão meu inventou um jogo homônimo nos anos 80, com a mesma função: viver o futebol nos dias que não há rodada nos campeonatos de verdade.

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