Spiga

Faixas de protesto


Torcedores não perdoam nas más fases de seus times. Olhem a faixa colocada no Maracanã pela torcida do Botafogo. Lembrei de uma faixa de protesto da mesma torcida contra o atacante Claudio Adão, que dizia assim: "Adão, vai a m..." (sem as reticências)

E hoje, um fiasco na estréia do técnico Mario Sergio, com direito a olé: perderam de 3x0 no Maraca pro Goiás.
Falando em Mario Sergio, segue mais um causo dele...

O inicio de sua carreira foi no Flamengo onde recebeu apoio dos treinadores Modesto Bria e Jouber. Em 1970, foi campeão dos aspirantes, e no ano seguinte, mais por imposição da diretoria do que pela vontade de Iustrich, o técnico da época, foi profissionalizado. Iustrich não gostava dos seus cabelos longos e das roupas coloridas. Era o auge da curtição hippy, coisa que Iustrich, obviamente, não entendia. Costumava provocar Mário Sérgio chamando-o de boneca.

Um dia, o técnico expulsou-o de um treino e ordenou que não fizesse declaração a imprensa: “Tem um clube de Salvador te querendo, não vai estragar o negócio”. Mário respondeu: “Não vou. Gosto do Rio e minha família moram aqui”. E Iustrich: “Então, azar o seu, porque você nunca mais vai ter chance comigo”. E Mário Sérgio foi.

Sorte: sua chegada coincidiu com o inicio da melhor fase do Vitória nos últimos tempos. Em 1974 o time quase chegou as finais do Brasileiro, sendo eliminado num empate com o Vasco em Salvador. Amigo do técnico Bengalinha, Mário Sérgio tinha toda liberdade para jogar, e naquele ano conquistaria sua segunda Bola de Prata, de Placar. Porém, tão conhecido quanto o jogador, era o jovem freqüentador de boates e participante de pegas de carro. Um dia foi procurado pelo capitão Delker, dirigente do Vitória e chefe do trânsito: “Manera garoto, pois se um dia te pegam vai ser difícil te soltar”. Mário prometeu se comportar, mas uma noite estava dando bandeira no Farol da Barra com seu conhecido SP preto e um malandro o provocou para um pega. Pensou em refugar mas acabou topando. Saíram no racha, mas uma turma do Detran esperava numa curva. Dois carros tentaram fechar o seu, ele jogou o SP em cima, os homens pipocaram e ele fugiu. No dia seguinte, o chefe do trânsito o procurou furioso, mas Mário com a maior cara de pau negou tudo: “Ontem, emprestei o carro para um amigo e fui dormir cedo. Imagine se eu ia fazer isso para o senhor, capitão”.

Museu dos Esportes

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