Spiga

A grife da várzea

Vale conhecer a série especial veiculada no ClicRBS...


Amador, mas com estilo e pompa

Enquanto os grandes clubes do futebol mundial, como Liverpool, Ajax e Milan, pagam salários astronômicos aos seus jogadores, os xarás catarinenses tocam seus times com mensalidades dos atletas e patrocínio de pequenos empresários de bairro. Se o aumento do peso de Ronaldo é uma preocupação da mídia internacional, churrasco e cerveja são a regra nos homônimos de Santa Catarina.

Na várzea, embora ninguém ganhe em euros, quando alguém recebe alguma coisa, também há grife - mesmo que seja apenas no nome.

A série especial A grife da Várzea vai relatar, deste domingo até o próximo sábado, histórias como a do Liverpool, de Aririú Formiga, de Palhoça, e a do Ajax, do Saco dos Limões, em Florianópolis.

O Liverpool tenta se reerguer e voltar à Liga de sua cidade, enquanto o Ajax, que já foi vice-campeão brasileiro amador, em 1975, caiu para a segunda divisão na Capital. Na foto acima, os veteranos batem uma bolinha enquanto o time está em recesso.

Na edição de Natal, será a vez do Penharol, da Penha, em Paulo Lopes. Time que foi chamado de Nacional, acabou e voltou com o nome do rival uruguaio, o Peñarol.

Na quarta-feira, a série conta a história do Benfica, do bairro Jardim Marcos Antônio, em Biguaçu. Praticamente uma família, cada jogo, uma festa. Parou de disputar a liga da cidade, mas continua jogando aos domingos.

Vai mostrar, na quinta-feira, o oceano de diferença entre o Milan de Kaká, maior campeão mundial de clubes, e o da Agronômica, em Florianópolis, que só joga peladas, mas de forma altamente organizada. O time tem até informativo enviado por e-mail, o Bate-Bola.

São clubes ligados à comunidade onde vivem. Reúnem pais e filhos, irmãos e primos e amigos de bairro. As mulheres ficam responsáveis pela comida. Mas tem o Olympya, de Jaraguá do Sul, que defende o futebol feminino há seis anos.

Tem os que não foram inspirados nos seus homônimos, como o River, que é chamado assim porque é do Bairro Rio Vermelho, de Florianópolis. Mas os torcedores garantem: a raça do time é igual à do River Plate, da Argentina. E no sábado, junto com o time do Norte da Ilha, tem a história do Boca Juniors, de Lages.

Mais do que a diferença entre os clubes, a série vai mostrar a paixão pelo futebol. Além de troféus, esses times colecionam histórias.

ClicRBS

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