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Grandes folclóricos: Almir Pernambuquinho


Almir foi um grande craque polêmico dos anos 60. Morreu, após encerrar a carreira, numa briga de bar. Abaixo matéria da Revista Placar...

As aventuras de Almir, o Pernambuquinho

Primeiro vamos mostrar dois diálogos do craque Almir com dois treinadores.

Primeiro:

Renganeschi: Meu filho, porque você não para de beber ?
Almir: Olha, seu Renga, não paro por duas coisas. Porque gosto e a bebida não me prejudica. Eu não treino direito ? Não estou sempre em forma ? Alguma vez deixei e jogar a não ser por contusão grave ?
Renganeschi bateu nas costa de Almir e foi embora.

Segundo:

Iustrick: Almir, você não acha que Copacabana fica muito distante do Vasco ?
Almir: Não acho não.
Iustrick: Mas eu acho que você tem que morar perto do Vasco.
Almir: Eu não.
Iustrick: Estão escolhe – O Vasco ou Copacabana.
Almir: Copacabana.
Iustrick não tocou mais no assunto.

Esse era o Almir Pernambuquinho. O menino durão do Vasco. O homem furioso do Flamengo. O herói da Bombonera no Boca Junior. O garoto que brigou pela seleção com meio time uruguaio. Um homem próspero, tomador de cerveja que sempre amou uma coisa: a vitória.

Catimbeiro, brigão e valente eram alguns dos adjetivos que a imprensa dava ao “craque Almir”. Entre as suas muitas brigas, Almir gostava de recordar aquela da decisão do campeonato carioca de 1966 no jogo Flamengo e Bangu.

“Aquele jogo tinha que acabar daquele jeito. Logo no começo senti que não dava. Carlos Alberto entrou contundido e ficou fazendo numero em campo. O goleiro Waldomiro estava com medo e não devia nem ter entrado. O Bangu disparou e foi aumentando a vantagem. Naquele embalo a gente ia levar de enfiada. Resolvi acabar com aquele carnaval. Quem passou pela minha frente apanhou. Ainda hoje o Ladeira está correndo. Dei pernada, pontapé, soco e cabeçada. Fora os desaforos que disse a todo mundo”.

Quando jogava no Boca Junior que era dirigida pelo brasileiro Vicente Feola, Almir armou a maior confusão contra o Chacarita. Foi uma verdadeira batalha campal.

“Eu vinha de uma contusão e pedi a Feola que não me escalasse. Mas Feola disse que os cartolas exigiam minha presença. Logo no começo senti que a corda ia quebrar do meu lado. A torcida começou a me xingar. Eu olhava para Feola e pensava – Veja o que você me arranjou. Eles abriram a contagem, mas nós empatamos ainda no primeiro tempo. No começo do segundo tempo armei uma briguinha, e queria levar uns dois ou três comigo. Mas o juiz errou, somente eu fui expulso. Fui deixando o campo debaixo de vaias. Minha sorte foi a burrice de um jogador do Chacarita, que começou a me ofender. Chamei-o e ele quis dar uma de valente. Foi ele chegar e receber uma bolacha na cara. Todo mundo brigou, dois jogadores deles foram expulsos e eu entrei no vestiário como herói. Acabamos ganhando”.

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