Spiga

Como conseguir perdão após entregar um Gre-Nal

Valdir Espinoza conta um causo que serve como dica para o goleiro Renan, que fez essa lambança no Gre-Nal.



- O Inter nos derrotou apesar de o nosso time ser melhor do que o deles na época. Era, inclusive, Dia das Mães e o Renato (Gaúcho) foi expulso naquela partida. Fui embora injuriado porque ele tinha sido expulso e eu falava para minha mulher que eu ia matar o Renato, que eu não queria vê-lo nunca mais (risos), que ele era o culpado pela derrota. Meia hora depois, eu espumando de raiva dele ainda, toca o interfone da minha casa. A minha mulher atendeu e não quis nem me falar quem era, só disse que tinha alguém subindo para falar comigo. E quando eu abri a porta, quem era? O Renato e o Oswaldo (ex-jogador do Grêmio), com umas pizzas e umas cervejas falando que tinham ido lá para jantar comigo. Naquele momento eu não acreditava na cena (risos). Bom, claro que eu não matei o Renato porque ele continua aí lindo e maravilhoso. Mas ele fez isso porque sabia que eu tinha um carinho enorme por ele e que ele havia errado naquele jogo, tinha consciência de que havia feito besteira. E aquela foi a maneira que o Renato encontrou de me pedir desculpa por aquilo tudo. E obviamente terminamos aquela noite dando muitas risadas.

Entrevista de Espinoza ao Globo Esporte

Era Eurico (já era)

Quarta que vem tem final de Libertadores. Renato Gaúcho poderá se consagrar, e, quem sabe, ter o Fluminense como o melhor clube em que já trabalhou como técnico. Como jogador, Portaluppi já confessou que foi o Vasco, mesmo num momento de demissão. Já o Eurico vai vazar. É uma pena para o Folclore da Bola, pois as entrevistas com ele sempre são divertidas...



Você acredita nas lágrimas do Renato Gaúcho? Comente...

Falem de mim... mas não avacalhem!

Ronaldo Fenômeno, após o episódio traveco, volta a atacar: entrou na justiça e conseguiu impedir a veiculação do novo filme pornô de sua ex, Viviane Brunieri. Entenda o porque analisando o material (clique para ampliar)...


E não é que o ator pornô sósia é igualzinho?

Em tempo de cerveja proibida...

A Pepsi está lançando aqui no Brasil o Youniverse (http://www.pepsiyouniverse.com.br/), uma comunidade virtual que é mais um ação da campanha da marca com os jogadores Ronaldinho Gaúcho, Beckham, Messi, Henry, Fabregas e Lampard. Uma das atrações do Youniverse é uma espécie de quiz que você responde assim que entra no site. Para cada pergunta são exibidas imagens das mais variadas e, a partir das escolhas que são feitas, é traçado seu perfil como torcedor (“Torcedor Leal”, “Torcedor da Galera”, “Torcedor Guerreiro”, “Torcedor Roxo”, “Torcedor Boleiro” e “Torcedor Técnico”). O resultado é comparado com o perfil dos garotos-propaganda da Pepsi e você fica sabendo com qual deles você mais se parece. Você pode ser 100% parecido com o Ronaldinho Gaúcho, por exemplo. Testei o esquema e o resultado mostrou que eu sou um torcedor roxo (nada a ver com o Corinthians, ok?) e 46% parecido com Messi (uma tabelinha entre canhotos...). Como segue também o modelo de rede social, o Youniverse permite também configurar uma página para a troca mensagens de outros membros da comunidade e colocar suas fotos.O Youniverse confirma a tendência, quase padrão já, das gigantes dos refrigerantes investirem cada vez mais no futebol e em ações diferenciadas e critivas utilizando ferramentas da internet. É o que a Pepsi faz com sua comunidade e o que a Coca-Cola fez com o álbum virtual da Eurocopa.
Coluna Extra

lamentável

Joca, o cara

Finalíssima de campeonato no interior mineiro e o time da casa precisava desesperadamente da vitória - o empate daria o título ao arqui-rival.
Para piorar as coisas, um problemão: Joca, o grande craque da região, o Pelé da época, muito gripado, não podia jogar. A pedido do técnico, fica no banco de reservas, apenas para intimidar o adversário.
Rola a bola e o jogo é tenso, fechado, nada de oportunidade de gol para nenhum dos times. Já no finalzinho, o técnico, em desespero, chama o Joca e pede:
- Vai pro sacrifício, meu craque! É tudo ou nada. Só você pode nos salvar!
E o nosso herói entra em campo, aos 41 minutos do segundo tempo. Aos 44, em um contra-ataque, o ponta direita Fumaça vai ao fundo e cruza: Joca mata a bola no peito, tira o beque da jogada e dispara...
A torcida se levanta, os locutores enchem os pulmões para gritar gooool!...
De repente, os refletores do estádio se apagam. Ninguém consegue ver a conclusão do lance...
Pânico geral, somente cinco minutos depois as luzes começam a voltar. Em meio à confusão, a bola sumiu.
E, afinal, o que aconteceu?
Sereno e impassível, o juiz se dirige para o centro do gramado...
Os repórteres o cercam:
- O que foi, seu juiz?
E ele, com toda a segurança:
- GOL!
Mas ninguém viu a bola entrar após o chute do Joca! - argumentam os repórteres atônitos e os adversários enfurecidos.
E o juiz, com a maior calma:
- Vocês que acompanham futebol sabem muito bem:
“DALI, O JOCA NÃO PERDE!”.

Victor Kingma - Futebol na Veia

Boleiros e Carrões

Uma das primeiras coisas que todo boleiro faz quando ganha dinheiro é comprar um carrão. Esportivo e chamativo, de preferência. Isso não é de hoje. Robinho e Diego estiveram aqui por Floripa dias atrás e alugaram uma limusine (!) pra dar umas voltas. Num dos passeios, foram ao shopping comprar alguns pares de tênis. Deixaram a limusine nos fundos para "não chamar atenção". O Folclore da Bola pergunta:
1) Se não queriam chamar a atenção pra que locar uma limusine?
2) Os caras moram na Europa com todos os patrocinadores e fabricantes de tênis do mundo. Catar fãs na praça de alimentação não seria uma justificativa mais honesta do que pegar uma promoção de Olympikus na Centaurus?
3) Alguém esqueceu que ambos fracassaram não conseguindo classificar o Brasil pras Olimpíadas de Sidney? E agora, dá pra pôr fé pra classificar pra Copa?

Pra não dizer que isso é coisa só da turma de agora, segue matéria com boleiros da geração 80.




ps.: Gaucho mostrando o quanto é jeca deixando o plástico no banco do seu Mitsugirl mesmo após um mês de uso...

Suquinho Milagroso

Naquela cidadezinha mineira, o fascínio pelo futebol era geral. Aos domingos, era de lei assistir aos jogos do Expressinho, nome dado em homenagem ao Expresso da Vitória, time inesquecível do Vasco e paixão do seu fundador.
Farmacêutico aposentado, seu Miranda era o técnico, médico e psicólogo do time, conhecido na região pela capacidade de reverter resultados aparentemente impossíveis. Muitas histórias eram contadas sobre viradas inesquecíveis, após suas preleções no intervalo.
Dona Xica, sua mãe, aos 85 anos, era a torcedora símbolo do time. Não perdia um jogo e, bandeira na mão, tinha até lugar cativo à beira do gramado.
Naquele domingo, sol de 42 graus, a coisa não estava indo bem para o Expressinho. Terminado o primeiro tempo, o placar apontava 2 x 0 para os visitantes.
Portas fechadas no vestiário, o técnico se reunia com seus atletas, tentando mais uma heróica façanha.De repente, um alvoroço. É o massagista, batendo à porta:
- Que tumulto é este?
- É dona Xica, seu Miranda! Está correndo feito louca, dando volta olímpica no campo com a camisa na cabeça, como o Rivaldo...
- Mas, o que houve?
- Ela estava com muito calor e eu fui ao vestiário e dei a ela um copo de suco. - Daquele que o senhor costuma dar pros jogadores...
- Nossa Senhora! Mamãe está dopada!

Victor Kingma - Futebol na Veia

Coleção Grandes Onanistas: Dadá Maravilha

Perdendo o brilho

O post de hoje não é especificamente sobre o pitoresco. É sobre o brilho que a Seleção Brasileira vem perdendo. Sei que não é só para mim. Pra se ter idéia, fui lembrado que tinha jogo domingo no meio da tarde. E nem me empolguei em correr pra TV.
Ao final do fiasco contra o Paraguai, lembrei dos bons tempos das eliminatórias em 1985, onde esperava ansiosamente pelos jogos da Seleção Canarinho com Renato Gaucho (no auge da carreira, endiabrado dentro e fora de campo), Casagrande, Zico, Telê Santana. E hoje tenho que aturar o Lucio como cobrador (isolador) de faltas. Por sorte, o site da Globo publicou uma matéria sobre aquelas eliminatórias, onde ganhamos muito bem do Paraguai lá (2x0). E o Zico ensinando como superar um gramado esburacado e chutar uma bola.

Levantando o moral


Seleção alemã recebe apoio de atrizes pornô

A Alemanha precisa apenas de um empate para se garantir nas quartas-de-final da Eurocopa. Neste domingo, a seleção do técnico Joachim Low foi incentivada de uma forma inusitada em Viena.
Algumas das principais atrizes pornô do país se reuniram para apoiar o time nacional. Com os corpos pintados nas cores da bandeira alemã, as garotas brincaram de futebol de areia.
Esforçadas, as atrizes esperam levantar o moral de Lukas Podolski, Miroslav Klose e Michael Ballack no confronto com a Áustria.

Bocão

Mais uma vez Tulio Bocão esteve em Floripa. O Vila Nova se deu mal, mas o artilheiro deixou o dele. Aliás, esse é o objetivo claro do jogador: marcar gols e chegar aos mil (está próximo de 850). O repórter local mostrou toda a sua psicologia falando o que o Bocão queria ouvir, principalmente após uma derrota de 4 x 1:

_ Tulio, você que é um dos artilheiros desse ano do Brasil juntamente com o Vandinho, maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro das séries A, B e C, com passagens por grandes clubes e seleção brasileira, chegando aos mil gols. Com 39 anos, você acha que ainda tem muito a dar muito pelo futebol?

Tulio deu sua resposta padrão, otimista e simpática...

Telefonando

Josué, na concentração da Seleção, ligou ontem pra mulher desejando um feliz dia dos namorados. A mulher, um pouco mais ligada, explicou que o dia era errado...
Pelo menos ele surpreendeu. Não foi o caso do Mengálvio, antigo jogador do Santos, que ligou pra esposa e mandou essa:
_ Chegarei de surpresa, dia 15, às duas da tarde, vôo 619 da VARIG.

Bairrismo da Imprensa

Semana passada estava em São Paulo. Por azar, um resfriado me derrubou, obrigando-me a ficar muitas horas na frente da TV vendo o noticiário. Dia de semifinal de Libertadores e de final da Copa do Brasil. Percebi que quase nada se falava do jogo do Flu, apenas alguns comentaristas faziam prognósticos favoráveis ao Boca. O jogo do Flu não passou na TV aberta lá. A final da Copa BR sim, com o "Curíntia", a grande festa do ano. Clima total de já ganhou, antes mesmo do jogo. Deu no que deu. O video abaixo é curioso, pois o Luciano do Valle detona seus atuais colegas de microfone antes da segunda final.

Tospericargerja

Separados no nascimento

Felipe e Michael Jackson, nos tempos de ouro, com camisa do Sport. Clique aqui para melhor contextualizar este post.

Flu, o homenageado


O Fluminense vem prestando bons serviços à sua torcida e a de alguns outros clubes. Ano passado a torcida do Avaí agradeceu a conquista da Copa do Brasil sobre o Figueirense (teve até outdoor de torcida organizada). Já a torcida do River, comemora o título argentino e agradece a eliminação do Boca na Libertadores...


River literalmente com uma mão na taça

Nomes folclóricos - Pará


A cultura da nomenclatura dos jogadores brasileiros de futebol sempre foi diferente da maioria dos outros países. Enquanto na Europa (e até nos nossos vizinhos sul-americanos) os atletas são chamados pelo sobrenome, muitos dos craques brazucas são conhecidos por apelidos. Uns ficam para a eternidade, como Pelé. Você já imaginou se na camisa 10 do Santos bicampeão mundial estivesse escrito "Nascimento"? Mas a maioria não passa de infames alcunhas, que fazem os coitados serem mais lembrados como motivo de piadas do que pela qualidade do futebol que jogam.
No Brasil, alguns desses codinomes fizeram história em menor escala do que o Rei Pelé: César Maluco, Serginho Chulapa, Rui Rei, Cafuringa... Esses todo mundo conhece. Mas no Pará existiram (e existem) alguns apelidos que merecem figurar no Livro de Ouro do Futebol Mundial (se é que ele já foi criado).
Em terras paraenses, uma mania constante que os jogadores têm é de usar como apelido o nome da cidade onde nasceram. E como algumas delas não são exatamente normais, rendem títulos engraçadíssimos. Como Chico Monte Alegre (zagueiro do Remo e do Sport no início dos anos 90), Belterra (zagueiro de Remo, Paysandu e Tuna na década de 90), Irituia (zagueiro do Remo), Marcelo Parauapebas (meio-campo do Remo) e Wilson Itupiranga (meio-campo do Águia).
A categoria seguinte é a da criatividade na escolha da alcunha. Nela se encaixa o maior craque da história do Paysandu: o atacante Quarentinha, que também fez sucesso no Botafogo antes da era Garrincha. Outros nomes que figuram nessa ilustre galeria são o ex-centroavante do Paysandu Pau Preto (aquele que deixava os locutores ressabiados quando entrava com bola e tudo, na década de 50), o ex-lateral do Remo Meio Quilo (que era levinho, levinho) e o ex-atacante Luizinho das Arábias. Luizinho, aliás, teve um fim que nem os sheiks árabes explicariam. Morreu de causas desconhecidas e só teve o corpo encontrado dentro do próprio apartamento três dias depois.
Uma outra história lendária é a do atacante Castor. Para entender o apelido, era só olhar para o garoto: os dentes protuberantes faziam ele parecer um dos Chipmunks. Em 1996, ele era uma das promessas do Remo: habilidoso, rápido e bom finalizador. E ele teve chances de aparecer para o futebol nacional na Copa do Brasil daquele ano, quando o Remo esteve bem perto de eliminar o Corinthians. Depois de um 0x0 em São Paulo, os paraenses venciam por 1x0 no Mangueirão até os 47 minutos do segundo tempo. Foi quando o Corinthians teve a última chance de ataque. Num bate-rebate na área do Remo, a bola sobrou para... Castor!!! Como se estivesse na área do adversário, ele encheu o pé e o goleiro remista nada pôde fazer. Foi um dos gols contra mais bonitos da história do futebol e talvez o mais doloroso para a torcida do Remo. Depois desse papelão, Castor não conseguiu roer nenhuma boa oportunidade. Passou um tempo no ostracismo e reapareceu em clubes pequenos do futebol paraense.
A fábrica de apelidos boleiros no Pará segue a todo vapor e, mesmo sem histórias como a de Castor, produz risadas memoráveis. Quem acompanhou o campeonato estadual de 2003, viu uma atração paralela: o concurso dos nomes mais engraçados. Do São Raimundo, de Santarém, saíram candidatos como o goleiro Labilá, o meio-campo Peruca e o atacante Balança. Do Paysandu, se apresentaram o meio-campo Lecheva e o atacante Balão. Mas nenhum clube exportou tanta criatividade em apelidos como a Tuna Luso. De lá saíram o goleiro Lubrax (que, dizem as más línguas, tem as mãos lisas como se estivessem besuntadas pelo óleo lubrificante da Petrobrás), os zagueiros Tarubá e Guará e a meiúca mais recheada de duplos sentidos da história do futebol brasileiro: Tromba, Bironga e Mário Bocão, além do reserva Revé.
Se o Pará revelou poucos craques para o futebol nacional, pelo menos a criatividade nos apelidos é padrão exportação.


Texto de Caboclo Alaranjado