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Blogs da Bola: Maldita FC

Quem honrou com sua visita ao Folclore da Bola foi o blogueiro Leandro Carvalho, do Maldita FC. O Maldita é um blog que se intitula "Futebol, mulher e rock'n roll. Meu DEUS, como isso é bom...". Precisa dizer mais? Leandro pondera bem sobre o caso Ronaldinho em Pequim:

"...O CARA TEM GRANA, FAMA E ACHA QUE PODE TUDO..ATÉ NUMA CONCENTRAÇÃO DA SELEÇÃO BRASILEIRA VISANDO OURO INÉDITO EM PEQUIM, FAZER ZONA... DEPOIS ROMÁRIO É QUE É BADERNEIRO, FENÔMENO QUE É MULHERENGO E TAL, POR ISSO O OURO ESTÁ COM A ARGENTINA E O BRASIL ALÉM DE FICAR EM TERCEIRO DANÇOU ATÉ NA CANTADA MAL DADA! ..."


Aproveito a deixa pra publicar um post de seu blog sobre um assunto que passou batido aqui, o falecimento do folclórico Moisés.

Valeu, Maldita!

Futebol - Folclore no Ceú



E lá se vai mais um pra seleção de Papai do Ceú. Vai se juntar a Garrincha, Almir Pernambuquinho, Jorge Mendonça, Orlando Lelé e tantos outros craques que fizeram sucesso não só em campo, mas fora dele. Seja pela vida distinta ou pelas polêmicas declarações. Ontem, foi pro andar de cima, Moisés, ex-zagueiro de Flamengo, Botafogo, Vasco, Corintians, Fluminense, Portuguesa e Bangu. Aos 59 anos, o xerife, como era chamado, sofria de câncer no pulmão. Tabagista e boêmio convicto, ele desafiava técnicos e atletas desfilando seus cigarros após os treinos. E não negava que bebia a sua cervejinha após os jogos. Amante do carnaval, fundou o tradicional "Bloco das Piranhas", no RJ. Técnico de sucesso em muitos clubes cariocas, ele chegou a levar o Bangu ao vice campeonato brasileiro de 1985. Enquanto jogava, ele dizia:"Zagueiro que se preza, não ganha o prêmio Belfort Duarte". E ele fez fama como zagueiro que se impunha não só pela classe e técnica, mas principalmente pelo vigor fisíco e chutões. Chegou a seleção brasileira, pelas maõs de Zagallo, em 1973. Foi campeão brasileiro em 1974 pelo Vasco e titular na campanha histórica do Corinthians, campeão em 1977, depois de longa fila de espera. Muitos atacantes temiam o enfrentar, como disse Dé, o aranha: " Se ele jogava pelo lado direito de sua defesa, eu ficava do outro lado. Se ele vinha pra cima de mim, eu já pulava e simulava falta. O juiz sempre ia na onda e dava cartão para ele." Que Deus o tenha. ele que se dizia o "Richard Gere tupiniquim" irá agora treinar o time lá de cima. Aqui fica a nossa singela homenagem a um personagem de um futebol, de um tempo, que não volta mais. Quando se tinha paixão pelo clube em que se jogava, quando jogador não era mercadoria na mão de empresário e suava para ganhar o bicho da vitória do seu clube, não para se vender para o exterior. Um futebol nostálgico e romântico, que infelizmente não se vê mais. Um futebol de raça e valentia por amor a camisa e não ao dinheiro.

Ah, em tempo: Ganhava o Prêmio Belfort Duarte, o atleta que não tivesse sido expulso no decorrer de sua carreira. Esse o Moisés não levou...

3 comentários:

  Roberto Luiz

11:27 AM

Legal! belo post, Moisés realmente não foi nenhum santinho. Não era um Juan, mas também não foi um Odvan. e acho que se jogasse hoje seria mais consciente no preparo fisíco!

  Maria Adelaide

11:28 AM

gostei do cmonetário: Ronaldinho, Romário e Ronaldo fenômeno só querem saber mesmo é de farra, bola pra eles já era.Só que um foi um mito na área, outro um fenômeno, e o Gaúcho, o que é?

  Arturo Ferraz

11:48 AM

Véio, o futebol nessa epóca era um faroeste, o dé era o bandido, o moisés era o xerife e o leãoera a mocinha.Simpático post!

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