Spiga

Separados no Nascimento - Tuta e Morpheus


O artilheiro Tuta e o misterioso e armado Morpheus, vivido por Laurence Fishburne em Matrix.

Inhos e Inhas

Não sei o que vêem de pequeninho nesses marmanjos. Elenquei uma seqüência de 50 inhos e inhas:

Adolfinho, Arthurzinho, Cabralzinho, Candinho, Carlinhos, Chiquinho, Cicinho, Cilinho, Dentinho, Edinho, Fabinho, Fernandinho, Fininho, Gauchinho, Geninho, Ilsinho, Jacozinho, Jairzinho, Jorginho, Juninho, Luisinho, Lulinha, Marcelinho, Marinho, Marquinhos, Mauricinho, Mirandinha, Nelsinho, Palhinha, Paulinho, Pedrinho, Pintinho, Preguinho, Ricardinho, Robertinho, Robinho, Rogerinho, Ronaldinho, Saulzinho, Serginho, Toinho, Toninho, Triguinho, Tupãzinho, Vaguinho, Vandinho, Vivinho, Wilsinho, Zinho, Zizinho.

Se você conhece algum inho ou inha mais famoso que algum dos listados acima, ajude o blog a manter essa lista dos Top50 inhos.

Luisinho já pegou a Luma de Oliveira

ps.: POST EDITADO. 29/9 - Substituídos inhos, por sugestão dos leitores. Saem Renato e Vitinho, entram Cicinho e Ricardinho,
30/9 - saem Rodriguinho e Silvinho, entram Edinho e Ilsinho.

Separados no Nascimento - Mario Sergio e General Zorda


General Zorda, vilão do filme Superman II, vivido pelo ator Terence Stamp. Ao lado Mario Sergio, Rei do Gatilho, técnico do Figueirense: dotado de um superpoder de, após sua chegada, impedir vitórias do Avaí (desgraçado!).

Influência no Humor


Impressionante como o resultado da rodada influencia no humor do dia-a-dia. Esta semana quase nem postei nada aqui, devido a derrota do meu time. E ontem, um empate em casa. Saco! Agora é esperar até terça, com um prognóstico nada animador. A piada abaixo reflete bem o que acontece com a gente após um mau resultado...

Diário Feminino x Diário Masculino

DIÁRIO DELA
No domingo à noite ele estava estranho. Saímos e fomos até um bar para tomar um drink. A conversa não estava muito animada, de maneira que pensei em irmos a um lugar mais íntimo.
Fomos a um restaurante e ele AINDA agindo de modo estranho. Perguntei o que era, e ele disse que nada, que não era eu. Mas não fiquei muito convencida.
No caminho para casa, no carro, disse-lhe que o amava muito e de toda sua importância.
Ele limitou-se a passar o braço por cima dos meus ombros.
Finalmente chegamos em casa e eu já estava pensando se ele iria me deixar! Por isso tentei fazê-lo falar, mas sem me dar muita bola ligou a televisão,
e sentou-se com um olhar distante que parecia estar me dizendo que estava tudo acabado entre nós.
Por fim, embora relutante, disse que ia me deitar. Mais ou menos 10 minutos ele veio se deitar também e, para minha surpresa correspondeu aos meus avanços, e fizemos amor.
Mas depois ele ainda parecia muito distraído e adormeceu. Comecei a chorar, chorei até adormecer.
Já não sei o que fazer. Tenho quase certeza que ele tem alguém e que a minha vida é um autêntico desastre.
DIÁRIO DELE
O meu time perdeu. Fiquei chateado a noite toda.
Pelo menos dei umazinha, mas ainda tô chateado... time de bosta!

Coleção Grandes Macumbeiros: vol. 1 - Robério de Ogum

Santos conta com ajuda de pai-de-santo para deixar a degola

Santos, SP, 16 (AFI) – Único time invicto do segundo turno do Brasileirão até aqui, o Santos vem colhendo os frutos do bom trabalho do técnico Márcio Fernandes, efetivado após a saída de Cuca. O momento iluminado do Peixe, no entanto, tem também um outro responsável.

Roberio_001.jpgTrata-se do pai-de-santo Robério de Ogum (foto), um dos “macumbeiros” mais famosos do Brasil e que atua no mundo do futebol desde o final da década de oitenta. Santista assumido, Ogum deu uma forcinha para a equipe deixar a zona do rebaixamento. "Estive na Vila Belmiro para assistir a partida do Santos contra o Cruzeiro e falei que o time iria arrancar a partir dali", afirmou Ogum. Dito e feito. O Peixe venceu aquela partida por 2 a 0 e desde então embalou.

Venceu duas partidas e empatou uma, retrospecto que deixou o alvinegro fora da zona do rebaixamento. O pai-de-santo admite que o presidente Marcelo Teixeira é religioso o suficiente para acreditar em seu trabalho. “A família dele confia muito na religião”, disse. Acredita-se que Ogum ganhou R$ 20 mil para “salvar” o Santos.

Conheça Robério de Ogum
O pai de santo ganhou notoriedade no final da década de 80, quando se “associou” ao técnico Vanderlei Luxemburgo, até então um mero desconhecido no mundo do futebol. Luxa dirigia o ascendente Bragantino, em 1989, quando “requisitou” os serviços espirituais do pai-de-santo.

Coincidentemente ao fato, o Braga conquistou o título da Série B do Brasileiro, em 89, e sagrou-se campeão Paulista no ano seguinte. Era tudo o que Robério de Ogum para vangloriar-se de seus “trabalhos” e propagá-los a nível nacional, com forte apelo na imprensa esportiva.

De repente, os três milhões de dólares investidos pela família Chedid no clube ficaram em segundo plano, tanto é verdade que a parceria Luxemburgo e Robério de Ogum sofreu um verdadeiro abalo em 1992, quando o treinador foi contratado para assumir a Ponte, no Campeonato Brasileiro da Série B.

De maneira estranha, possivelmente fruto de um forte trabalho nos bastidores, a Ponte Preta teve a seu favor, na ocasião, sete penalidades máximas em partidas seguidas. E todas foram desperdiçadas. Entre os jogadores que bateram os pênaltis, estavam alguns craques como Osvaldo, em final de carreira, Hernani, ex-Vasco, e Ivair, ex-capitão do Bragantino.

Macaca amaldiçoada?
Outro fato negativo acontecido em Campinas ocorreu num jogo entre Ponte Preta e o Mixto-MT. A Ponte ainda vivia uma fase negativa, onde nada dava certo: pênaltis perdidos, chances incríveis desperdiçadas e gols sofridos em momentos ruins. Neste jogo, Robério de Ogum se postou atrás da meta adversária.

Não bastou muito tempo para ele ser descoberto pela torcida. Rapidamente, alguns membros de uma torcida organizada da Macaca, inconformados com tantas chances de gol perdidas, já tinham encontrado o culpado pela draga alvinegra.

Era aquele homem barbudo, gordo e que estava trás do gol. Foram até o local e xingaram Robério, ameaçando-o de morte. Com medo, ele saiu correndo, levou um tombo, pegou o carro e nunca mais voltou no campo da Ponte.

Posteriormente, voltou a reativar suas ações com Luxa, que começou a colher os frutos de sua competência maneira de dirigir os times e após a passagem pelo Bragantino tentou desvincular sua imagem ao “macumbeiro”. O reencontro entre os dois aconteceu no Palmeiras, quando a Parmalat investiu milhões de reais e transformou o Verdão no time dos sonhos.

O último “trabalho” de Ogum, no entanto, teria fracassado. Foi ano passado no Corinthians. Na tentativa de livrar o time do rebaixamento, o pai-de-santo esteve no Parque São Jorge, mas nem a “reza brava” salvou o Timão da Série B.

Futebol Interior

Molecagem e Safadeza - Episódio Piloto

Assim como em diversas trilogias, cujos episódios fogem da ordem cronológica, apresento-os um novo capítulo de "Molecagem e Safadeza", com Luxa e Marcelinho Carioca no elenco e apresentação de Vanucci. (quer mais?)



Passaram 10 anos e o cara ainda continua batendo bem na bola e incomodando horrores na série B.

Bom fim de semana


Comentário meio perigoso

E ontem, um pouco de diversão na transmissão da Globo da pelada espetacular Brasil 0 x 0 Bolívia. O comentarista Arnaldo Cezar Coelho largou essa:
_ A entrada do jogador foi meia perigosa!

Para o Folclore de Bola, meia perigosa só pode ser isso:

Melancólico.

Folclore da Bola... nos Tribunais

Tudo isso foi culpa do Bolaños

A perda do título da Taça Libertadores trouxe dor de cabeça extra a um torcedor do Fluminense. Depois de se sentir ofendido com duas edições de um jornal carioca que ironizava o fracasso do Tricolor, ele entrou com uma ação na Justiça alegando danos morais, propaganda enganosa e pedindo retratação.
No entanto, o despacho do juiz José de Arimatéia Beserra Macedo não apenas julgou improcedente o pedido, como também deu uma resposta bem humorada e sarcástica à solicitação. O torcedor reclamante teve de arcar com os custos do processo.
- A pretensão é tão absurda que para afastá-la, a sentença precisaria apenas de uma frase: "Meu Deus, a que ponto nós chegamos??!!!", ou "Eu não acredito!!!" ou uma simples grunhido: "hum, hum", seguido do dispositivo de improcedência – redige o magistrado

A primeira matéria que incomodou o tricolor foi publicada na quinta-feira, 4 de julho, horas depois de o Flu perder o decisão para a LDU. Nela, o jornal ironizou a derrota com uma foto do Renato Gaúcho e o seguinte título: “Eu acredito em Duendes, em Coelhinho da Páscoa...”.

Na sexta-feira, a chamada era a seguinte: “Grátis: pôster do Flu rumo ao Mundial”. Dentro do jornal, a fotomontagem colocava os atletas do Fluminense correndo em direção a um supermercado carioca cujo nome é Mundial.

- As matérias, no entanto, são apenas publicações das diversas gozações perpetradas pelas demais torcidas do Estado em razão da derrota do time do reclamante. Tais gozações são normais, esperadas e certas de vir sempre que um time perde qualquer partida, quanto mais um título importante que o técnico, jogadores e torcedores afirmavam certo e não veio – justifica o juiz em seu texto.

Confira a íntegra da sentença :

“Primeiro registro que é absolutamente incrível que o Estado seja colocado a trabalhar e gastar dinheiro com uma demanda como a presente, mas... ossos do ofício! Ressalto, desde já, estarem presentes todos os pressupostos de regular desenvolvimento do processo e as condições para o legítimo exercício da ação. O autor é capaz e está bem representado, o juízo é competente e a demanda está regularmente formada. As partes são legítimas, há interesse de agir, já que a medida é útil na medida em que trará benefício ao autor, necessária, já que sem a intervenção judicial não poderia ser alcançado o que se pede, e o pedido, por sua vez, é juridicamente possível, tratando-se de compensação por dano moral e pedido de retratação. O que não existe nem de longe é direito a proteger a absurda pretensão do reclamante. A questão é de direito e de mérito e assim será resolvida evitando-se maiores delongas com esse desperdício de tempo e dinheiro do Estado. O reclamante, cujo time foi derrotado na final da Libertadores, sentiu-se ofendido com matérias publicadas pelo jornal reclamado, que, segundo ele, ridicularizavam os torcedores, incitavam a violência e traziam propaganda enganosa. As matérias, no entanto, são apenas publicações das diversas gozações perpetradas pelas demais torcidas do Estado em razão da derrota do time do reclamante. Tais gozações são normais, esperadas e certas de vir sempre que um time perde qualquer partida, quanto mais um título importante que o técnico, jogadores e torcedores afirmavam certo e não veio. Mais. As gozações são inerentes à existência do futebol, de modo que sem elas este não existiria porque muito de sua graça estaria perdida se um torcedor não pudesse debochar livremente dos outros. É certo que o reclamante "zoou" os torcedores de outros times da cidade em razão de derrotas vergonhosas na mesma competição em que seu time foi derrotado, em razão de um dirigente fanfarrão ou em razão de uma choradeira com renúncia, e nem por isso pode o mesmo ser processado. Ressalto que se o reclamante viu tudo isso e ficou quietinho, sem mangar de ninguém e sem se acabar de rir, – não ficou, mas utilizo-me dessa (im)possibilidade para aumentar a argumentação – deve procurar outros esportes para torcer, porque futebol sem deboche não dá! Ainda que a matéria fosse elaborada pelo jornal reclamado, é possível à linha editorial ter um time para o qual torcer e, em conseqüência lógica de tal fato, praticar "zoações", o que, em se tratando de futebol, é algo necessário e salutar à existência do esporte. Registro que há jornais que não só têm a linha editorial apoiando um ou outro clube, como há os que são criados pelos torcedores para, dentre outras coisas, escarnecer os rivais, o que é perfeitamente viável. Evidente, por todo o ângulo em que se olhe, que não há a menor condição de existir a mínima lesão que seja a qualquer bem da personalidade do reclamante. "Zoação" é algo inerente a qualquer um que escolha torcer por um time de futebol e vem junto com a escolha deste. O aborrecimento decorrente do deboche alheio é inerente à escolha de uma equipe para torcer e, portanto, não gera dano moral, ainda que uma pessoa, por excesso de sensibilidade, se sinta ofendida e ridicularizada. Continua o reclamante na sua petição afirmando que o reclamado incita a violência com sua conduta. É engraçado, porque o próprio reclamante afirma que teve que dar explicações à diretoria de seu local de trabalho em razão de desavenças com seus colegas. A inicial não é clara neste ponto, mas se houve briga em razão do reclamante não aceitar as gozações fica ainda mais evidente que o mesmo deve escolher outro esporte para emprestar sua torcida, porque, como já dito, futebol sem deboche, não dá! E o que é pior! O reclamante, se brigou, discutiu ou se desentendeu foi porque quis, porque é de sua vontade e de sua índole e não porque houve uma publicação em jornal. Em momento algum o jornal sugere que haja briga, o que só ocorre em razão de eventual intolerância de quem briga, discute ou se desentende. Por fim, o argumento mais surreal! A propaganda enganosa! Chega a ser inacreditável, mas o reclamante afirma que houve propaganda enganosa porque na capa do jornal há um chamado dizendo existir um pôster do seu time rumo ao mundial, mas no interior a página está com "uma foto com os jogadores (...) indo em direção a uma rede de supermercados". Ora, e a que outro mundial o time do reclamante poderia ir se perdeu o título da Libertadores? Qualquer um que leia a reportagem, inclusive toda a torcida de tal time e em especial o reclamante, sabe, por óbvio, que jamais poderia existir foto da equipe indo à disputa do título mundial no Japão, porque isso nunca ocorreu. A pretensão é tão absurda que para afastá-la a sentença precisaria apenas de uma frase: "Meu Deus, a que ponto nós chegamos??!!!", ou "Eu não acredito!!!" ou uma simples grunhido: "hum, hum", seguido do dispositivo de improcedência. É difícil encontrar nos livros de direito um conceito preciso do que seria uma lide temerária, mas esta, caso chegue ao conhecimento de algum doutrinador, será utilizada como exemplo clássico para ajudar na conceituação. O reclamante é litigante de má-fé por formular pretensão destituída de qualquer fundamento, utilizar-se do processo para conseguir objetivo ilegal, qual seja, ser compensado por dano inexistente, além de proceder de modo temerário ao ajuizar ação sabendo que não tem razão e cuja vitória jamais, em tempo algum, poderá alcançar. Isto posto, julgo improcedente o pedido. Condeno o reclamante como litigante de má-fé ao pagamento das custas, nos termos do caput do artigo 55 da Lei 9.099/95. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Após as formalidades legais, dê-se baixa e arquivem-se.

Rio de Janeiro-RJ, 31 de julho de 2008.
José de Arimatéia Beserra
Macedo
Juiz de Direito"

Globo Esporte


obs.: E tá lá mesmo, no site do TJ, processo 2008.211.010323-6

Esperando a entrada de um craque


Quem nunca assistou um jogo esperando pela entrada do seu jogador favorito, aquele que vai incendiar e decidir o jogo? Bons tempos da Copa 86, onde a entrada do Zico era uma grande expectativa (Nem me fale do pênalti!). Guardadas as proporções, pode ser até mesmo a entrada do Vandinho contra o Figueirense (confesso: fiquei secando via TV Virtual na Internet).
A questão é: não tem mais graça ver jogo da Seleção Brasileira, não tem mais um craque pra torcer!

Abaixo, outra crônica de Nelson Rodrigues.

O CRAQUE SEM IDADE
Quando acabou a etapa inicial do jogo Brasil x Paraguai, o placar acusava um lírico, um platônico 0 x 0. Ora, o empate é o pior resultado do mundo. O torcedor sente-se roubado no dinheiro da entrada e inclinado a chamar os 22 jogadores, o juiz e os bandeirinhas de vigaristas. Acresce o seguinte: — de todos os empates o mais exasperante é o de 0 x 0. Essa virgindade desagradável e irredutível do escore já humilhava o público e, ao mesmo tempo, o enfurecia.
Súbito, o alto-falante do estádio se põe a anunciar as duas substituições brasileiras: — entravam Zizinho e Walter. Foi uma transfiguração. Ninguém ligou para Walter, que é um craque, sim, mas sem a tradição, sem a legenda, sem a pompa de um Ziza. O nome que crepitou, que encheu, que inundou todo o espaço acústico do Maracanã foi o do comandante banguense. Imediatamente, cada torcedor tratou de enxugar, no lábio, a baba da impotência, do despeito e da frustração. O placar permanecia empacado no 0 x 0. Mas já nos sentíamos atravessados pela certeza profética da vitória. Os nossos tórax arriados encheram-se de um ar heróico, estufaramse como nos anúncios de fortificante.
Eis a verdade: — a partir do momento em que se anunciou Zizinho*, a partida estava automática e fatalmente ganha. Portanto, público, juiz, bandeirinhas e os dois times podiam ter se retirado, podiam ter ido para casa. Pois bem: — veio o jogo. Ora, o primeiro tempo caracterizara-se por uma esterilidade bonitinha. Nenhum gol, nada. Mas a presença de Zizinho, por si só, dinamizou a etapa complementar, deu-lhe caráter, deu-lhe alma, infundiu-lhe dramatismo. Por outro lado, verificamos ainda uma vez o seguinte: — a bola tem um instinto clarividente e infalível que a faz encontrar e acompanhar o verdadeiro craque. Foi o que aconteceu: — a pelota não largou Zizinho, a pelota o farejava e seguia com uma fidelidade de cadelinha ao seu dono. (Sim, amigos: — há na bola uma alma de cachorra.)
No fim de certo tempo, tínhamos a ilusão de que só Zizinho jogava. Deixara de ser um espetáculo de 22 homens, mais o juiz e os bandeirinhas. Zizinho triturava os outros ou, ainda, Zizinho afundava os outros numa sombra irremediável. Eis o fato: — a partida foi um show pessoal e intransferível.
E, no entanto, a convocação do formidável jogador suscitara escrúpulos e debates acadêmicos. Tinha contra si a idade, não sei se 32, 34, 35 anos. Geralmente, o jogador de 34 anos está gagá para o futebol, está babando de velhice esportiva. Mas o caso de Zizinho mostra o seguinte: — o tempo é uma convenção que não existe nem para o craque, nem para a mulher bonita. Existe para o perna-depau e para o bucho. Na intimidade da alcova, ninguém se lembraria de pedir à rainha de Sabá, a Cleópatra, uma certidão de nascimento. Do mesmo modo, que importa a nós tenha Zizinho dezessete ou trezentos anos, se ele decide as partidas? Se a bola o reconhece e prefere?
No jogo Brasil x Paraguai, ele ganhou a partida antes de aparecer, antes de molhar a camisa, pelo alto-falante, no intervalo. Em último caso, poderá jogar, de casa, pelo telefone. [Manchete Esportiva, 3/12/1955]


* Brasil 3 x 0 Paraguai, 13/11/1955, no Maracanã. Zizinho fez dois gols e deu o passe para Escurinho marcar o seu.

Coleção Escudos Criativos: América F.C.

Conversando com meu amigo Tião, do blog Woww, fui à caça de alguns escudos curiosos para sua pesquisa de design. O resultado está lá no belo blog Woww (entre lá e descubra o que significa). O site "Distintivos", muito bacana por sinal, foi a fonte de pesquisa. Finalmente consegui verificar a imensa quantidade de Américas com o símbolo igual. Se o hino do Lamartine Babo é uma pérola, infelizmente o escudo Americano não o é.


De cima pra baixo e da esquerda pra direita os Américas: América de Alfenas/MG, América de Barbacena/MG, América de João Pessoa/PB, América de Morrinhos/GO, América/RJ, América do Acre/AC, América de Natal/RN, América/AM, América de Antônio Carlos/MG e América da Barra do Piraí/RJ.
Com tanto América assim, Hei de Torcer até morrer!

Homologando a Pelada

Se você acha que o Gol do Eduardo Martini foi muito peladeiro, veja esse do Cléber Gaucho, valendo pelo Brasileirão da Série C.

Sites da Bola - Minhas Camisas

Procurando a camisa que uma vez o Hans Donner desenhou pro Criciúma (na festa a mulata Globeleza vestiu o uniforme inclusive), achei esse blog interessante: o Minhas Camisas.
Uniformes de vários modelos e épocas, com comentários interessantes. Vale a visita!

http://www.minhascamisas.com.br

Camisa psicodélica do Bahia, da época do Bobô e sua musa Monique Evans

Á á á... se roubar vai apanhar!

Hoje em dia bater no juiz dá rolo. Perde-se pontos, mando de campo e escambau. Antigamente era mais esculhambado. Olha o que aconteceu nesse jogo do Itumbiara. Com a apresentação de Fernando Vanucci, é claAÁro.

Um pouco de comemoração


Ser torcedor é algo às vezes muito sofrido. Os Avaianos que o digam. 10 anos na fila, batendo na trave em vários finais de temporada. Assim, os momentos de festa precisam ser valorizados. O Folclore da Bola marcou sua presença no aniversário do Avaí (85 anos), ontem na Ressacada. Um belo evento, um bom jantar e um emocionante cumprimento com direito a tapinha nas costas do Delfim (é mole?).
Pra foto, nada de cartolas, ex-jogadores ou famosos. O blog faz justa homenagem ao Duca, roupeiro há mais de 40 anos do Leão, fazendo parte do patrimônio e folclore do clube.

Separados no Nascimento - II


E tem também o Daniel Carvalho com o seu clone musical, Jack Johnson.