Spiga

Grandes Reforços 2009 - Veteranos

Mesmo já consagrados, 'vovôs' buscam recomeço em times medianos

Mesmo com extenso número de conquistas no currículo e com idade já avançada, Luizão e Pedrinho optam por continuar nos gramados do país

Somando seus títulos, eles já conquistaram Copa do Mundo, Mundial de Clubes, Libertadores, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, entre outros títulos. Os dois também estão longe de serem meninos - um tem 33 anos e o outro 31. Mas mesmo assim, o atacante Luizão e o meia Pedrinho ainda conseguem encontrar motivação para continuar a atuar nos gramados do país.

POR ONDE ANDA: 'VOVÔS'
Luizão,
33 anos,
Guaratinguetá

Marcelinho Carioca,
38 anos,
Santo André

Giovanni,
37 anos,
Mogi Mirim

Túlio,
39 anos,
Itumbiara

Pedrinho,
31 anos,
Figueirense

Denílson,
31 anos,
Itumbiara

Viola,
40 anos,
Resende


E não são só Luizão e Pedrinho que se enquadram neste 'conceito'. Nomes como Marcelinho Carioca (Santo André), Denílson (Itumbiara), Giovanni (Mogi Mirim), Viola (Resende) e Túlio (Itumbiara) são casos de atletas que foram ídolos em alguns clubes que passaram, com vários títulos conquistados e, mesmo assim, voltaram a jogar em clubes medianos mesmo com uma idade já avançada.

Luizão se transferiu recentemente para o Guaratinguetá, clube que disputa o Campeonato Paulista. Pedrinho, por sua vez, decidiu aceitar a proposta do Figueirense, e integra o grupo que tenta conquistar o Campeonato Catarinense.

O atacante do Guaratinguetá, que se diz decepcionado pelas seguidas lesões que atrapalharam a sua carreira, alegou, entre outras coisas, motivo familiar para continuar jogando.

"Eu fiquei um ano sem jogar, senti falta de voltar. Além disso, meu filho [Rocco, de quatro anos] ficava me pedindo para me ver jogando", disse Luizão. "Voltei mais pelo prazer de encerrar a carreira dentro de campo jogando".

Já Pedrinho acredita que o que faz continuar atuando é o fato de que ele ainda consegue ter um bom rendimento nos gramados. "Não tem mais o que mudar na minha idade, não vou conseguir fazer algo melhor do que fiz no auge da minha forma física, mas também não vou deixar acontecer aquela coisa de jogar quando já não tiver mais apresentando um bom futebol".

Luizão concorda com a tese de que existe um preconceito com os jogadores que passam dos 30 anos. "No Brasil tem esse preconceito, fora não. Mas eu não ligo para isso. Se voltar e fizer 6, 7 gols em 10 jogos isso acaba rapidinho", afirmou o atacante. "Só quero que me deixem fazer o que eu gosto, que é jogar futebol, sem ninguém me encher. Quero desfrutar o que me resta".

Pedrinho disse que não liga para este suposto preconceito. "Não analiso mais a idade, mas analiso a performance do jogador. Você vê o Cafu, o Mauro Galvão, que foi campeão comigo com 38 anos, são exemplos de jogadores que conseguiram brilhar", argumentou.

Sobre parar de jogar, Luizão e Pedrinho possuem visões distintas. Enquanto o atacante do Guaratinguetá prefere não ficar datas, o meia do Figueirense já vê uma 'idade limite' para se aposentar dos gramados.

"Quero jogar até a hora que me der vontade. Quando não der mais, eu paro", declarou Luizão. "Eu tenho 31 anos ainda é uma idade boa e a minha performance física não ficaria triste se me chamassem de vovô, mas não vou chegar nos 35 anos jogando", disparou Pedrinho.

Pelé.Net

0 comentários:

Postar um comentário