Spiga

O peso da idade

Amanhã é aniversário deste blogueiro. 35 velinhas, passou rápido. Quando comecei a jogar as primeiras peladas, lembro que considerava o goleiro do time adversário, o garoto Bozó, de 14 anos, um 'velhão'.
A primeira vez que fui ao estádio tinha 9 anos. Desde lá tinha uma relação com o futebol como uma coisa para adultos, que foi mudando ao longo do tempo:

  • Quando tinha 12 fixei mentalmente que a idade máxima de um jogador aceitável era 34 anos. Vai ver que por causa das regras do mundial de Seniores - Copa Pelé (torneio de veteranos). Hoje estou mais velho que isso.
  • Achava o Bebeto, de 1,70m, um cara alto.
  • Minha primeira chuteira era tamanho 29.
  • A bola n.5 era muito grande (oficial). O bom mesmo era bater uma bolinha com a número 3. (desculpem os novos, antigamente as bolas de couro tinham tamanhos de 1 a 5)
  • Quanto vi o Neto (hoje comentarista) estreando pelo Guarani, com 16 anos, achei ele um jovem maduro.
  • Quando comecei a jogar como goleiro, não conseguia alcançar o travessão de uma trave de futsal.
  • Achava uma trave de 7,32 x 2,44 gigantesca.
  • o goleiro Fossati (foto), ídolo do Avaí no título de 1988 era um veterano de 34 anos. Na época achava ele um senhor, velhaço, de cabelo branco. Olhei pra foto hoje e vi que era na verdade um 'cara novão' (de fato mais novo do que eu atualmente).
  • Quando o Zico perdeu o fatídico pênalti em 1986 era na verdade um jovem.
  • Achava um absurdo alguém gostar de tomar cerveja, bebida amarga.
É o tempo passa... espero estar gozando de boa saúde pra um dia achar o Pelé jovem naquele jogo de 1990 (50 anos do Rei).


Avaí de 1988. Rapaziada toda mais jovem que meu time de pelada.

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